O que é esse “turbinado”?
- O ativo em questão é a Semaglutida, a mesma substância que está presente em marcas como Wegovy (especializada em obesidade) além do Ozempic e do Rybelsus (indicados para diabetes, mas frequentemente usados fora desse contexto).
- O estudo em questão se chama STEP UP (fase 3b), e testou a semaglutida em 7,2 mg por semana, comparado à dose já aprovada de 2,4 mg por semana, em pessoas com obesidade (sem diabetes). (PubMed)
- Ou seja, não se trata de “Ozempic turbinado” como fórmula mágica, mas de uma dose bem superior à utilizada normalmente nos protocolos aprovados.
Os resultados principais
O que foi observado
- Na população com obesidade, sem diabetes, a dose de 7,2 mg resultou em uma redução de peso média de cerca de 18,7% (em uma análise mais parecida com a “vida real”) e cerca de 20,7% na análise de “on-treatment” (utilizando apenas quem aderiu ao protocolo) ao longo de 72 semanas. (appliedclinicaltrialsonline.com)
- Na comparação, a dose de 2,4 mg trouxe redução média de ~15,6% no mesmo período no estudo. (PubMed)
- No estudo, também uma maior proporção de pessoas atingiu marcos como perda de >20% ou >25% do peso corporal na dose maior. (PubMed)
O que isso significa para você
- Sim: uma dose mais alta pode levar a uma perda de peso maior, sim.
- Mas não significa que isso seja a melhor escolha para todo mundo, nem que esteja aprovado para uso indiscriminado.
- E, muito importante: o risco de efeitos colaterais aumentou com a dose elevada. Exemplos: mais eventos gastrointestinais (náuseas, vômitos), e alterações de sensibilidade da pele (disestesia) foram mais comuns. (Science Hub)
Por que não sair usando “turbinado” por conta própria
1. Ainda não aprovado para uso geral
- Mesmo que os resultados sejam promissores, a dose de 7,2 mg de semaglutida não está ainda liberada para uso de rotina em todos os pacientes com obesidade.
- O estudo foi controlado, em ambiente clínico, com acompanhamento rigoroso — não é o mesmo que “uso livre” no dia a dia.
2. Mais efeitos colaterais = mais risco
- A dose mais alta teve uma incidência significativamente maior de efeitos adversos leves/moderados. Por exemplo, 70,8% dos participantes da dose de 7,2 mg relataram eventos gastrointestinais, contra 61,2% na dose de 2,4 mg. (Science Hub)
- Isso significa que, mesmo quando funciona bem, exige mais atenção, acompanhamento e suporte.
3. O tratamento da obesidade vai além da medicação
- Mesmo sendo parte importante da estratégia, a medicação é uma ferramenta, não a única solução. Alimentação, atividade física, acompanhamento psicológico, mudanças de comportamento, suporte especializado: tudo isso importa — e muito.
- Usar “turbinado” sem esse contexto é apostar só no remédio e deixar o resto de lado.
4. Custo e acessibilidade
- Doses maiores implicam em maior custo — não apenas financeiro, mas também em termos de esforço e monitoramento.
- Nem todos os pacientes terão indicação ou vão tolerar bem — cada caso é um caso.
Para quem essa estratégia pode fazer mais sentido
- Pessoas com obesidade severa (IMC elevado), que já estão sob tratamento, acompanhamento, e que não obtiveram resultados satisfatórios com a dose padrão.
- Quem está disposto a um acompanhamento ainda mais próximo, para monitorar efeitos colaterais, ajustar dose, e garantir segurança.
- Em ambiente especializado como o Instituto IOCB, onde temos equipe de médicos, nutricionistas, psicólogas, preparador físico — ou seja, estrutura para fazer o “tratamento completo”.
Como o Instituto IOCB aborda isso
- Avaliação personalizada de cada paciente — o que funciona para um, pode não ser ideal para outro.
- Tratamento integrado: medicação somada a nutricionista, psicologia, preparador físico, exames laboratoriais — tudo coordenado.
- Transparência: se a dose mais alta for considerada, explicamos os prós, os contras, monitoramos de perto, e acompanhamos os resultados passo a passo.
- Visão de longo prazo: nosso objetivo não é “emagrecer rápido e parar tudo” — é emagrecimento saudável, sustentável, com manutenção de saúde e qualidade de vida.
Agende sua consulta no IOCB (clicando aqui).





